
Durante muito tempo, companhias aéreas e programas de fidelidade condenaram publicamente a venda de milhas, chegando inclusive a afirmar que a prática seria ilegal. Alguns programas ainda mantêm esse discurso até hoje, em 2026. Porém, quando se fala em legalidade, quem tem poder de decisão de fato é o Congresso Nacional e a interpretação dos tribunais. Para acabar de vez com qualquer dúvida, vamos resumir o que dizem as leis e a jurisprudência brasileira sobre a venda de milhas aéreas.
Adiantando a conclusão: você pode vender milhas sem se preocupar. Não existe lei nem qualquer outro instrumento com força legal que proíba a prática no Brasil. Muito pelo contrário — apesar de não haver regulamentação específica do Estado, as decisões judiciais caminham para um consenso de que as milhas são bem patrimonial do titular. Logo, o dono tem liberdade para usá-las, vendê-las, transferi-las ou trocá-las.
Ao contrário do que é difundido pelos próprios programas, seus pontos nunca foram "de graça". Você pagou por eles — o custo está embutido no preço da passagem aérea, na anuidade do cartão de crédito, no abastecimento do carro, na conta do supermercado ou na corrida de aplicativo. Se você pagou, o ativo é seu.
Historicamente, programas de fidelidade tentaram impedir a comercialização de milhas alegando quebra de regulamento interno. O Judiciário, no entanto, vem reiterando que cláusulas contratuais não podem se sobrepor a direitos patrimoniais do consumidor. Decisões em diversos tribunais estaduais e no STJ reconhecem que:
Ou seja: vender milhas é uma operação civil lícita entre particulares, equiparável à venda de qualquer outro bem móvel.
Os regulamentos de Smiles (Gol), LATAM Pass, Livelo, TudoAzul e TAP Miles&Go incluem cláusulas que vedam a "comercialização" dos pontos. Essas cláusulas servem ao interesse comercial das companhias — que preferem manter o controle sobre o preço de emissão de passagens — mas não têm força de lei. Um regulamento interno de empresa privada não cria crime nem ilícito civil.
O risco prático, quando muito, é administrativo: o programa pode, em tese, bloquear a conta se identificar movimentação atípica. Por isso é fundamental operar com plataformas profissionais que cuidam da emissão de forma segura, respeitando os limites operacionais de cada programa.
Vale lembrar que o mercado mudou bastante desde a década passada. A Multiplus foi incorporada e rebrandeada como LATAM Pass em 2020, unificando o programa do antigo TAM Fidelidade. A Avianca Amigo deixou de operar após o encerramento das atividades da Avianca Brasil. Hoje, os programas vivos e relevantes no Brasil são LATAM Pass, Smiles, Livelo, TAP Miles&Go, além de coalizões como Esfera e Livelo.
A Bank Milhas conta com uma plataforma completa e segura para você vender milhas de forma rápida, com pagamento adiantado e suporte humano. Basta informar o programa, a quantidade de milhas e os dados de contato — em poucos minutos você recebe a melhor cotação do mercado.
Para conferir as cotações vigentes em tempo real, consulte a página atual de cada programa — os valores são atualizados conforme demanda do mercado.
Não, vender milhas não é ilegal no Brasil. A prática é lícita, amparada pelo direito de propriedade sobre bens patrimoniais e respaldada por jurisprudência consolidada. O que existe são restrições contratuais dos próprios programas, que não têm força de lei e vêm sendo reiteradamente afastadas pela Justiça quando questionadas. Se você acumulou milhas que não vai usar, transformá-las em dinheiro é uma decisão econômica racional — e totalmente legal.

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