
Um dos principais indicadores do sucesso de uma empresa é a fidelidade dos seus clientes. Eles voltam porque gostam do produto ou serviço oferecido, do preço, do atendimento ou de uma combinação desses fatores. Para estimular ainda mais essa relação de longo prazo, muitas empresas criam o que chamamos de cartão fidelidade, ou programa de fidelidade. Esses programas permitem que o consumidor acumule pontos ou milhas e troque por passagens aéreas, diárias de hotel, eletrônicos, descontos em parceiros e até dinheiro de volta.
Em 2026, os programas de fidelidade estão mais sofisticados e digitais do que nunca. É possível aderir gratuitamente em supermercados, farmácias, postos de gasolina, restaurantes, e-commerces, plataformas de streaming e, claro, companhias aéreas e bancos. Tudo é controlado por aplicativo, com pontuação em tempo real, ofertas personalizadas e promoções relâmpago de bônus na transferência.
Cartão fidelidade é o vínculo (físico, virtual ou apenas um cadastro com CPF) entre o consumidor e um programa que recompensa a recorrência de compra. A cada gasto qualificado, o cliente ganha pontos ou milhas que ficam em uma conta nominal e podem ser trocados por produtos, serviços ou passagens.
Hoje a maioria dos programas dispensou o cartão plástico — o "cartão" é apenas o seu CPF ou um QR Code no app. Mas o conceito segue o mesmo: quanto mais você usa, mais você acumula.
O funcionamento básico de qualquer programa segue três etapas:
Aderir só vale a pena para o consumidor que conhece as regras do programa e acompanha a pontuação de perto — caso contrário, é comum perder pontos por expiração ou resgatar em produtos de baixo valor por milha.
Praticamente todos os bancos brasileiros oferecem um programa de pontos próprio (Livelo no Bradesco e Banco do Brasil, Esfera no Santander, Átomos no Itaú, Iupp no Itaú/Credicard, Membership Rewards no American Express, entre outros). Ao pagar contas do dia a dia — supermercado, combustível, streaming, restaurantes — o cliente acumula pontos no cartão que depois podem ser transferidos para programas de milhas aéreas, muitas vezes com bônus de 30%, 80% ou até 100%.
Essa é uma das estratégias mais eficientes para acelerar o acúmulo: usar o cartão de crédito como meio de pagamento principal, esperar uma boa promoção de transferência bonificada e migrar o saldo para o programa aéreo de preferência.
As próprias companhias aéreas mantêm seus cartões fidelidade, nos quais o cliente acumula milhas aéreas ao voar ou ao usar parceiros (cartões de crédito, hotéis, locadoras, lojas online). Os principais programas vivos no Brasil em 2026 são:
Vale lembrar que alguns programas históricos não existem mais: o Multiplus foi absorvido pelo LATAM Pass em 2020, o Amigo da Avianca Brasil encerrou junto com a falência da companhia em 2019, e o KM de Vantagens da Ipiranga deixou de ter parcerias aéreas relevantes. Se você ainda tinha pontos nesses programas antigos, eles já foram migrados, encerrados ou perdidos — e o caminho hoje é se concentrar nos programas vivos da lista acima.
O valor real de uma milha depende de como você resgata. A mesma milha pode valer R$ 0,02 ao ser usada para comprar um produto no shopping do programa e valer R$ 0,06 ou mais ao ser usada em uma passagem internacional em classe executiva. Por isso, o resgate mais inteligente quase sempre é em passagens aéreas — preferencialmente em rotas longas e em datas com promoção de milhas.
Se você tem milhas paradas que não pretende usar em viagem, uma alternativa cada vez mais comum é vender as milhas e transformar o saldo em dinheiro. Para entender quanto seu saldo vale hoje, consulte a cotação atualizada na BankMilhas: vender milhas com segurança e ver as ofertas vigentes para Smiles, LATAM Pass, TudoAzul, TAP e Livelo.
Sim — desde que você use de forma estratégica. As boas práticas em 2026 são:
Com um pouco de organização, o cartão fidelidade deixa de ser um detalhe do dia a dia e vira uma fonte real de economia em viagens ou de renda extra através da venda de milhas.

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