
Os programas de fidelidade brasileiros — LATAM Pass, Smiles, Livelo e TAP Miles&Go — se distanciaram cada vez mais da sua função original de fidelizar clientes e preencher assentos vazios. Hoje, o modelo de negócio gira em torno da monetização das milhas, e a conta nem sempre fecha quando o cliente tenta usar os pontos para emitir uma passagem. Em muitos cenários, vender milhas LATAM Pass (ou de qualquer outro programa) compensa muito mais do que resgatar um bilhete aéreo.
Neste post atualizado para 2026, vamos detalhar três razões pelas quais resgatar passagem deixou de ser, na maior parte das vezes, a melhor alternativa para os seus pontos — e como decidir, com critério, quando vender é o caminho mais inteligente.
Historicamente, milhas eram um agrado para o passageiro frequente. Com o tempo, os programas se tornaram unidades de negócio independentes das companhias aéreas (o caso clássico foi a fusão Multiplus + TAM Fidelidade, que em 2020 deu origem ao atual LATAM Pass) e passaram a operar com lógica de marketplace: cobram caro pela emissão e pagam pouco pelo acúmulo. Isso muda completamente a equação para o consumidor.
Como a finalidade dos programas hoje é gerar receita, é comum encontrar tarifas em milhas cujo equivalente em reais (somando taxas de embarque) sai mais caro do que a mesma passagem comprada em dinheiro no site da companhia. Em datas de alta demanda — férias, feriados, eventos — a disparidade é ainda maior. O resultado prático é simples: vender as milhas e pagar a passagem em dinheiro costuma ser financeiramente melhor.
Para ter referência atualizada do quanto valem hoje os seus pontos, vale consultar a página de cotação de milhas LATAM Pass e comparar com programas como Smiles, Livelo e TAP Miles&Go antes de decidir.
Outro ponto crítico é o prazo de expiração. As milhas costumam ter validade entre 24 e 36 meses, mas promoções de bônus e campanhas específicas chegam a entregar pontos com validade de poucos meses. Já vimos casos de milhas com seis meses de vida útil. Nesse intervalo, raramente o cliente consegue resgatar uma viagem em destino realmente desejado — sobram opções de baixa demanda, horários ruins ou conexões longas.
Sem flexibilidade de agenda, o usuário acaba "queimando" milhas em destinos pouco atraentes só para não perder o saldo. Vender milhas antes do vencimento converte esse ativo em dinheiro, sem o problema da expiração e sem amarrar você a uma rota específica.
Apesar de funcionarem como moeda virtual, as milhas só compram passagens da própria companhia (ou de parceiras restritas dentro de uma aliança). Se a melhor tarifa para o seu destino está em outra empresa, ou se você prefere viajar de carro, hospedar melhor, ou comprar com cashback em cartão, o saldo de milhas não te ajuda.
Ao converter os pontos em dinheiro, você ganha liberdade total de uso. Pode aplicar o valor onde for mais vantajoso — inclusive em outra companhia aérea, em um pacote completo, ou simplesmente reforçar o caixa.
Resgatar continua fazendo sentido em casos pontuais: trechos internacionais em classe executiva (onde o "valor por milha" embarcado é alto), promoções específicas dos programas (LATAM Pass costuma rodar bônus de resgate, e a Smiles tem o Smiles Club com tarifas reduzidas), e situações em que você precisa emitir em cima da hora e a passagem paga está absurda. Fora desses contextos, a venda costuma render mais.
Antes de qualquer decisão, faça três contas rápidas:
Se o valor recebido pela venda das milhas, descontado o custo da passagem em dinheiro, deixar saldo positivo no seu bolso, vender é o caminho mais inteligente.
O mercado de milhas mudou desde os anos 2010: hoje existem plataformas reguladas, com pagamento garantido e proteção contra bloqueios. A BankMilhas opera há mais de uma década comprando milhas dos principais programas vivos do Brasil — LATAM Pass, Smiles, Livelo e TAP Miles&Go — com cotação atualizada em tempo real e pagamento via PIX.
Programas que já não existem mais, como Avianca Amigo (extinto após a falência da Avianca Brasil) e Multiplus (incorporado ao LATAM Pass em 2020), saíram do radar. Se você ainda tem dúvidas sobre seu saldo antigo, vale conferir diretamente no site do programa sucessor. Para tudo o que está vivo, a recomendação é simples: compare, calcule e venda quando a conta fechar a seu favor.

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