
Levar o pet na viagem deixou de ser exceção e virou rotina para muita família brasileira. As companhias aéreas permitem o transporte de cães e gatos, mas cada uma tem suas próprias regras de peso, idade, documentação e tipo de caixa. Conhecer essas exigências antes de comprar a passagem evita transtorno no embarque — e, em alguns casos, a recusa do animal no aeroporto.
Neste guia atualizado para 2026, reunimos as regras vigentes das principais companhias que operam no Brasil. Importante: as políticas mudam com frequência (especialmente após a pandemia, com novas restrições sanitárias). Sempre confirme no site oficial da companhia 48h antes do voo.
A LATAM (que absorveu a antiga TAM em 2016 e rebatizou o programa de fidelidade para LATAM Pass em 2020) permite cães e gatos com pelo menos 8 semanas de vida. Na cabine, o conjunto animal + caixa não pode passar de 7 kg, e a caixa precisa caber embaixo do banco da frente. No porão (compartimento pressurizado e climatizado), o limite varia conforme o destino: até 45 kg em voos pela América do Sul e do Norte (exceto Argentina) e até 32 kg para Europa, Argentina e Oceania.
Documentos para voos domésticos: atestado de saúde, certificado de vacinação antirrábica e formulário de responsabilidade assinado no balcão. Para voos internacionais, soma-se o CVI. Se você acumula milhas LATAM Pass e quer transformar saldo em dinheiro para custear a viagem do pet, vale comparar as ofertas atuais.
Na GOL, cães e gatos devem ter no mínimo 4 meses. A caixa precisa ter etiqueta com nome, endereço, telefone do tutor e localizador da reserva. Em voos domésticos, exige-se carteira de vacinação e atestado sanitário. Em internacionais, somam-se o Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) e o Certificado Veterinário Internacional.
Na cabine, apenas cães e gatos de pequeno porte (animal + caixa dentro do limite de peso definido pela companhia, geralmente até 10 kg) são aceitos em voos nacionais — um animal por passageiro e, em média, até quatro por voo. Quem acumula milhas Smiles pode usar o saldo para emitir a própria passagem e liberar caixa para pagar a taxa do pet, que costuma ser cobrada à parte.
Na cabine da Azul, o pet é aceito a partir de 4 meses, com peso máximo (animal + caixa) tipicamente de 5 kg, e o limite é de três animais por voo. No porão, a Azul aceita pets maiores em compartimento climatizado, respeitando as mesmas exigências de documentação e idade.
Para voos internacionais com pet a partir do Brasil, a TAP é uma das opções mais procuradas. A companhia aceita cães e gatos em cabine até 8 kg (animal + caixa) e no porão respeitando o limite de cada aeronave. É obrigatório o CVI emitido pelo VIGIAGRO, microchip ISO 11784/11785 e, para a União Europeia, vacinação antirrábica com sorologia válida. Se você acumula milhas TAP Miles&Go, vale checar o saldo antes de fechar a viagem internacional.
Quem viajava com pet antigamente lembra de programas como Multiplus (extinto e absorvido pelo LATAM Pass em 2020) e Avianca Amigo (encerrado após a falência da Avianca Brasil em 2019). Hoje, para rotas que eram operadas por essas companhias, o passageiro brasileiro usa principalmente LATAM, GOL, Azul e, em casos internacionais, TAP e parceiras Star Alliance/oneworld.
Antes da viagem, valide três pontos: (1) documentação veterinária dentro do prazo, (2) caixa de transporte dentro das medidas da companhia escolhida e (3) reserva confirmada da vaga para o animal. Com isso resolvido, a viagem com pet é tranquila — e cabe direitinho no orçamento, sobretudo quando você usa milhas acumuladas para reduzir o custo da passagem.

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