Esse post da Bank surgiu após uma reflexão do blogueiro Eloy Neto, no portal
Mestre das Milhas, visitado logo após a leitura de um comentário no
Panrotas. Ambos desencadeados a partir de uma ofensiva dos programas de fidelidade contra as empresas de compra e venda de milhas. No último texto, Multiplus, Smiles e TudoAzul expõe algumas justificativas e penalidades impostas ao filiado que deseja vender milhas e pontos.
Mas qual é o grande problema de os clientes transformarem suas milhas em dinheiro? Afinal, para quem ainda não sabe, as milhas sempre acabam retornando paras as operadoras de fidelidade. Pois a Bank conecta você que quer vender seus pontos com empresas que precisam de milhas para emitir passagens.
Eis que veio a grande conclusão:
A venda de milhas não permite que seus pontos expirem
Afinal, é isso o que ocorre com 18% dos brasileiros. Não existe margem de lucro maior que aquela em que você não entrega nenhum produto aos clientes.
Eloy, muito experiente nesse mercado, diz que desde que começou a escrever, as companhias aéreas começaram a explorar cada vez mais as milhas. Com isso, o lucro se sobrepôs a missão de fidelizar clientes. Agora, essas empresas vendem pontos e reativações para desestimular o acumulo.
Quando suas milhas se aproximam dos dois anos de validade, você tem poucas opções além de vender milhas.
O que diz a lei
Mas, ao contrário do que é praticado pelas cias em seus contratos de fidelidade, é passivo nas justiças que as milhas são suas. Você sempre paga por ela. Um preço que está embutido nas taxas de voo, na anuidade do cartão, nos clubes de milhas.
Como qualquer patrimônio, você tem liberdade para vender, trocar, ou doar suas milhas para quem você quiser.
Um dos leitores do Parotas, Mauricio Alexandre, evidenciou bem como o vencimento das milhas é uma prática que só existe no capitalismo à brasileira, que abomina concorrência. “Acabar com esta pratica é algo relativamente simples, pois basta as cias aéreas e as administradoras dos programas acabarem com a validade das milhas. Milhas que não expiram não precisam ser vendidas, pois mais cedo ou mais tarde o pax sabe que irá utilizá-las. As cias aéreas americanas que foram as inventoras dos programas de milhagem já exercem esta prática”.
O monopólio permite os preços mais altos
O resultado de você não pode praticar a venda de milhas é que fica preso as taxas impostas por aquela companhia aérea e seus parceiros. O que as permite aumentar, e muito, o preço em períodos de tranquilidade.
Lilian Gondim comentou no Mestre das Milhas como se livrou da situação. “Veja só meu caso: eu tinha milhas na Azul, mas não o suficiente para resgatar para minha família. Comprar por dinheiro era inviável e comprar pontos nessa cia também. Pois bem, seguindo as dicas aqui do Mestre, vendi meus pontos na Azul, comprei na Latam e viajamos toda a família numa boa, sem pagar um absurdo”, escreveu.
Não se prenda a essa situação. Para ter mais liberdade, conte sempre com a
venda de milhas.